<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2573321642471026826</id><updated>2011-04-21T17:23:20.489-07:00</updated><title type='text'>cinema</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinemalqs.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemalqs.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2573321642471026826.post-6586782876924346979</id><published>2008-09-03T09:43:00.001-07:00</published><updated>2008-09-03T09:43:48.794-07:00</updated><title type='text'>Eu prefiro os curtas</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="224" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/loquesea.info/SL6-w9B4FFI/AAAAAAAAAIw/zqm1Jke3W5g/film_89_panda-facejpg2.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Cena de 'Yeah Yeah Yeah', de Mar&amp;#231;al Fores.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Michel Heberton&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando se fala de cinema, qual &amp;#233; a primeira coisa que se passa pela cabe&amp;#231;a? Um filme, com dura&amp;#231;&amp;#227;o m&amp;#233;dia de 90 minutos e aquela narrativa conhecida &amp;#8211; uma mocinha, um vil&amp;#227;o, um her&amp;#243;i e o final feliz. N&amp;#227;o que isso n&amp;#227;o seja bacana, tem seu tempo, mas como garoto peralta, resolvi gostar de coisas um pouco diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lembro de ter uns 8 anos e ir ao cinema com meus pais e achar os filmes muito longos, queria que as coisas se resolvessem logo e ver outro filme. &amp;#8220;Os Trapalh&amp;#245;es&amp;#8221; fizeram mesmo parte da minha inf&amp;#226;ncia, mas a salva&amp;#231;&amp;#227;o da lavoura era um tio que sempre aos nos visitar carregava consigo umas fitas VHS com alguns curtas-metragens. Fiquei fascinado &amp;#224; primeira vista. Pensei: &amp;#8220;J&amp;#225;!? J&amp;#225; acabou? que massa!&amp;#8221; e assim come&amp;#231;ou o meu amor pelo curta-metragem, de verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A linguagem do curta &amp;#8211;metragem, em suma, exige que as id&amp;#233;ias sejam claras, ou n&amp;#227;o, e que tenha uma narrativa &amp;#225;gil, ou n&amp;#227;o. Por&amp;#233;m, n&amp;#227;o h&amp;#225; espa&amp;#231;o para aprofundamento de personagens, a&amp;#231;&amp;#245;es ou vari&amp;#225;veis. No curta, os espa&amp;#231;os para as experimenta&amp;#231;&amp;#245;es s&amp;#227;o maiores j&amp;#225; que em boa parte, s&amp;#227;o de baixo or&amp;#231;amento e chegam a ser bem mais interessantes que muitos longas por a&amp;#237;, mas n&amp;#227;o vou ficar com esse discurso. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um dos curtas mais legais e interessante vistos por mim &amp;#233; esse aqui: &lt;a href="http://uk.youtube.com/watch?v=FRgHP7g-cA4" target="_blank"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://uk.youtube.com/watch?v=60LqwOMFLag" target="_blank"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;. Trata-se de &lt;i&gt;Yeah Yeah Yeah&lt;/i&gt; (35mm, 2005, cor, 12 min, Espanha), dirigido pelo Mar&amp;#231;al Fores, que rodou no festival de Bras&amp;#237;lia, em 2007 e em outros pequenos festivais. De forma din&amp;#226;mica e mais do que contempor&amp;#226;nea, o filmeto conta uma hist&amp;#243;ria de amor, regada a boa m&amp;#250;sica, uma edi&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#225;gil e fortes refer&amp;#234;ncias ao mundo pop. Destaque para a dancinha presente no filme. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma das coisas mais bacanas &amp;#233; que com a facilidade que temos de trocar esses arquivos via web, &amp;#243;timos trabalhos s&amp;#227;o descobertos num estalar de dedos e grandes cineastas surgem a&amp;#237;. Hoje temos premia&amp;#231;&amp;#245;es para v&amp;#237;deos de curta metragem postados na internet e isso gera renda, lucro e p&amp;#250;blico para os produtores. Devemos sim, prestigiar e procurar saber mais sobre essas produ&amp;#231;&amp;#245;es t&amp;#227;o acess&amp;#237;veis e t&amp;#227;o esquecidas. O merchan dos meus curtas fa&amp;#231;o na seq&amp;#252;&amp;#234;ncia.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2573321642471026826-6586782876924346979?l=cinemalqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemalqs.blogspot.com/feeds/6586782876924346979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2573321642471026826&amp;postID=6586782876924346979' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default/6586782876924346979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default/6586782876924346979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemalqs.blogspot.com/2008/09/eu-prefiro-os-curtas.html' title='Eu prefiro os curtas'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/loquesea.info/SL6-w9B4FFI/AAAAAAAAAIw/zqm1Jke3W5g/s72-c/film_89_panda-facejpg2.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2573321642471026826.post-3290317541136953663</id><published>2008-08-28T09:19:00.001-07:00</published><updated>2008-08-28T09:23:23.553-07:00</updated><title type='text'>Serviço Involuntário de Utilidade Pública</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="222" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/loquesea.info/SLbQG-HCLMI/AAAAAAAAAIk/_afnVXzbDVE/04_MHG_cult_santiago14.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Cena de 'Santiago', de Jo&amp;#227;o Moreira Salles.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Tiago Lopes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acho que certos documentaristas brasileiros deveriam ser distribu&amp;#237;dos em algumas cidades como o &amp;#233; o Bolsa-fam&amp;#237;lia: as pessoas t&amp;#234;m o direito de possu&amp;#237;rem um Eduardo Coutinho ou um Jo&amp;#227;o Moreira Salles por perto para que esses possam atenuar as dificuldades de suportar a vida. N&amp;#227;o que eles tenham que distribuir quantias irris&amp;#243;rias de dinheiro para a vida ser menos insuport&amp;#225;vel, eles s&amp;#243; precisam fazer o que fazem melhor: tornar certas pessoas, costumeiramente conhecidas como &amp;#8220;gentinhas&amp;#8221;, em seres realmente admir&amp;#225;veis, nem que seja pelo tempo em que est&amp;#227;o sendo expostas na tela, porque, mesmo que seja por duas horas, d&amp;#225; para o telespectador fazer uma generaliza&amp;#231;&amp;#227;o de bom grado e renovar a f&amp;#233; na humanidade ao menos por tr&amp;#234;s semanas depois de ver um desses filmes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tome como um bom exemplo &lt;i&gt;Jogo de Cena&lt;/i&gt;. &amp;#201; um filme genial e, antes de ceder gentilmente esse adjetivo um tanto banalizado nos dias de hoje a esse document&amp;#225;rio, tive que rev&amp;#234;-lo uma duas vezes para n&amp;#227;o diminuir seu tamanho chamando-o apenas de &amp;#8220;ridiculamente &amp;#243;timo&amp;#8221;, mas genial mesmo. O Coutinho, diretor desse document&amp;#225;rio, usou como base depoimentos de mulheres que descreviam situa&amp;#231;&amp;#245;es dif&amp;#237;ceis na vida de aut&amp;#234;nticas representantes da &amp;#8220;gentinha&amp;#8221;: gravidez indesejada, brigas familiares, prostitui&amp;#231;&amp;#227;o e mais tantas outras coisas que assolam a cabe&amp;#231;a de empregadas Brasil afora. Chamou algumas atrizes profissionais (Mar&amp;#237;lia P&amp;#234;ra, Andr&amp;#233;a Beltr&amp;#227;o, Fernanda Torres) e fez com que esses depoimentos fossem interpretados tanto pelas profissionais como pelas supostas donas dessas experi&amp;#234;ncias. Em nenhum momento voc&amp;#234; descobre quem est&amp;#225; falando a verdade, ou se tal hist&amp;#243;ria foi realmente vivida por quem est&amp;#225; narrando. Mas, da mais banal e est&amp;#250;pida experi&amp;#234;ncia a mais complexa, todas s&amp;#227;o emocionantes de uma maneira &amp;#250;nica. N&amp;#227;o importa se quem est&amp;#225; narrando &amp;#233; uma atriz com mais de 50 anos de experi&amp;#234;ncia ou uma suburbana de 15 anos, em algum momento os olhos ficam genuinamente marejados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jo&amp;#227;o Moreira Salles nos fez acreditar que nunca foi muito afeito a embelezamentos da plebe ignara. Ficou famoso por: desnudar coisas, como a guerra entre o tr&amp;#225;fico carioca e a pol&amp;#237;cia em &lt;i&gt;Not&amp;#237;cias de Uma Guerra Particular&lt;/i&gt;; enfatizar a beleza do que j&amp;#225; tinha l&amp;#225; a sua gra&amp;#231;a no document&amp;#225;rio sobre o pianista &lt;i&gt;Nelson Freire&lt;/i&gt;; e dar um belo tratamento fotogr&amp;#225;fico ao maior mantenedor do &amp;#8220;&lt;b&gt;gentinha &lt;/b&gt;&lt;b&gt;life-style&amp;#8221;&lt;/b&gt; de todos os tempos, Lu&amp;#237;s In&amp;#225;cio Lula da Silva, em &lt;i&gt;Entreatos&lt;/i&gt;. Em seu &amp;#250;ltimo document&amp;#225;rio, &lt;i&gt;Santiago&lt;/i&gt;, Jo&amp;#227;o Moreira Salles d&amp;#225; a entender que sempre quis, desde o come&amp;#231;o, aprender a transformar o desinteresse em &amp;#8220;ordinary peoples&amp;#8221; em algo apreci&amp;#225;vel e vend&amp;#225;vel, sem explorar a est&amp;#233;tica da pobreza. Frustrou-se com o resultado in&amp;#237;cio e se desviou do caminho da luz. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A frustra&amp;#231;&amp;#227;o derivou da primeira tentativa feita por Moreira Salles de contar a hist&amp;#243;ria de Santiago Merlo, mordomo da sua fam&amp;#237;lia por algumas d&amp;#233;cadas. Mas o aspecto de &amp;#8220;pessoa ordin&amp;#225;ria&amp;#8221; que seu personagem principal guarda &amp;#233; apenas na profiss&amp;#227;o de servi&amp;#231;al que escolheu seguir. Santiago possu&amp;#237;a vasto conhecimento de m&amp;#250;sica erudita e tinha a estranha mania de transcrever p&amp;#225;ginas e mais p&amp;#225;ginas de livros que contavam a hist&amp;#243;ria de grandes dinastias e linhagens nobres, o que lhe conferia um incomum conhecimento sobre quest&amp;#245;es que n&amp;#227;o interessavam a ningu&amp;#233;m, mas impressionavam quando respondidas. N&amp;#227;o satisfeito com o que fez em 1992, o diretor arquivou as imagens gravadas e s&amp;#243; voltou a v&amp;#234;-las novamente quando resolveu fazer &lt;i&gt;Santiago&lt;/i&gt;, um filme sobre a frustra&amp;#231;&amp;#227;o de 1992, sobre seu mordomo, sobre sua rela&amp;#231;&amp;#227;o com os membros da sua fam&amp;#237;lia e sobre mais um sem-n&amp;#250;mero de temas nascidos da truncada metalinguagem contida na id&amp;#233;ia do filme.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O mais interessante desdobramento de &lt;i&gt;Santiago&lt;/i&gt; &amp;#8211; porque &amp;#233; um filme que te d&amp;#225; tantas op&amp;#231;&amp;#245;es de escolha quanto boy-bands te ofereciam em 1999, voc&amp;#234; TEM que dar prefer&amp;#234;ncia a alguma &amp;#8211; &amp;#233; a exposi&amp;#231;&amp;#227;o da maior falha ocorrida em 1992: como Jo&amp;#227;o Moreira Salles, um documentarista que supostamente prezava pela boa &amp;#233;tica na feitura de um filme, se intrometia na rela&amp;#231;&amp;#227;o do seu entrevistado com a c&amp;#226;mera, que deveria ser a mais livre de interfer&amp;#234;ncias poss&amp;#237;vel. Em &lt;i&gt;Santiago&lt;/i&gt;, Moreira Salles n&amp;#227;o s&amp;#243; exp&amp;#244;s, como dissecou as causas de todo o seu comportamento arrogante para com o mordomo, do jeito abrupto que interferia nos depoimentos dados por Santiago, passando pela maneira como comandava a linguagem corporal do mordomo, at&amp;#233; ao c&amp;#250;mulo de interromper o entrevistado quando esse enveredava por um caminho que n&amp;#227;o lhe interessava. Esse &amp;#8220;caminho&amp;#8221; era justamente o que Santiago mais ansiava em mostrar e, quando era calado pelo diretor, a express&amp;#227;o de decep&amp;#231;&amp;#227;o na sua cara provoca uma pena quase insuport&amp;#225;vel em quem assiste.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;J&amp;#225; Eduardo Coutinho possui uma vantagem &amp;#250;nica em estabelecer com uma rapidez assustadora um v&amp;#237;nculo de confian&amp;#231;a com seu entrevistado. Nem &amp;#233; por causa de t&amp;#233;cnicas misteriosas de persuas&amp;#227;o n&amp;#227;o, &amp;#233; s&amp;#243; porque ele possui essa cara:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="222" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SLbQH8vpfeI/AAAAAAAAAIo/K7lzhJRQMvw/20070818ECoutinho4.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Imposs&amp;#237;vel n&amp;#227;o achar que esse senhor j&amp;#225; &amp;#233; um amigo &amp;#237;ntimo quando ele come&amp;#231;a a demonstrar interesse por voc&amp;#234;, sustentando essa express&amp;#227;o facial simp&amp;#225;tica e usando um tom de voz sempre agrad&amp;#225;vel, que &amp;#233; capaz de fazer voc&amp;#234; responder do sof&amp;#225; da sua sala tudo que ele pergunta na tela. Da&amp;#237; para moldar o que seu entrevistado quer falar aos seus interesses (e pessoas ordin&amp;#225;rias, na frente de uma c&amp;#226;mera, querem fazer biografias em tempo real), Coutinho nem precisa de muita coisa, s&amp;#243; fazer as perguntas certas mesmo. Quando o entrevistado j&amp;#225; se sente t&amp;#227;o &amp;#237;ntimo que a &amp;#250;nica maneira que consegue achar de mostrar uma intimidade ainda mais profunda &amp;#233; cantar para a c&amp;#226;mera, surgem aqueles &amp;#8220;n&amp;#250;meros musicais&amp;#8221; que sempre arrancam umas l&amp;#225;grimas da plat&amp;#233;ia. Em &lt;i&gt;Jogo de Cena&lt;/i&gt;, a &amp;#8220;seq&amp;#252;&amp;#234;ncia musical&amp;#8221; foi devastadora como pouca coisa que j&amp;#225; vi. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao fim de cada um desses filmes, sinto que esses diretores acabaram de prestar um grandess&amp;#237;ssimo servi&amp;#231;o de utilidade p&amp;#250;blica involuntariamente: tornar mais suport&amp;#225;vel e manter num n&amp;#237;vel pac&amp;#237;fico a conviv&amp;#234;ncia com pessoas que n&amp;#227;o significam nada pra voc&amp;#234; e teimam em se colocar no seu campo de vis&amp;#227;o se comportando de maneira chula e escandalosa. D&amp;#225; at&amp;#233; vontade de dar um grande &amp;#8220;boa noite&amp;#8221; ao entrar num &amp;#244;nibus e ser educado com todos os presentes depois de ver filmes assim.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2573321642471026826-3290317541136953663?l=cinemalqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemalqs.blogspot.com/feeds/3290317541136953663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2573321642471026826&amp;postID=3290317541136953663' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default/3290317541136953663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default/3290317541136953663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemalqs.blogspot.com/2008/08/servio-involutrio-de-utilidade-pblica.html' title='Serviço Involuntário de Utilidade Pública'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/loquesea.info/SLbQG-HCLMI/AAAAAAAAAIk/_afnVXzbDVE/s72-c/04_MHG_cult_santiago14.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2573321642471026826.post-7053492554118962867</id><published>2008-08-07T19:13:00.001-07:00</published><updated>2008-09-03T09:49:19.473-07:00</updated><title type='text'>Haneke e o seu novo Funny Games</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="222" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SJur3jzdjOI/AAAAAAAAAIY/djc9yap7i8A/funnygames97%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Arno Frisch e a piscadinha no &amp;#8216;Funny Games&amp;#8217; original&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Rud&amp;#225; Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No cinema ou em qualquer outra arte, o &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; &amp;#233; invariavelmente posto como sin&amp;#244;nimo de inferioridade. Por vezes ele surge apenas com o claro objetivo de arrecadar mais dinheiro, por vezes como uma maneira de corrigir pequenos defeitos da obra original e de fazer uma adapta&amp;#231;&amp;#227;o desta aos tempos factuais. No caso do filme &lt;em&gt;Viol&amp;#234;ncia Gratuita&lt;/em&gt; (Funny Games), de Michael Haneke, nenhum desses casos se aplica. Segundo o diretor, a refilmagem de seu maior cl&amp;#225;ssico foi apenas uma maneira de &amp;#8220;coloc&amp;#225;-lo em seu devido lugar&amp;#8221; e, claro, de pura autodefesa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando soube que os direitos de produ&amp;#231;&amp;#227;o de dois de seus filmes - o austr&amp;#237;aco &lt;em&gt;Viol&amp;#234;ncia Gratuita&lt;/em&gt; e o franc&amp;#234;s &lt;em&gt;Cach&amp;#233;&lt;/em&gt; - tinham sido comprados, e ambos ganhariam vers&amp;#227;o americana, Haneke bateu o p&amp;#233; e exigiu que o pr&amp;#243;prio fosse, ao menos, diretor do &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; de sua obra maior. Seria dif&amp;#237;cil aceitar que um americano qualquer retirasse todo o &amp;#8220;conceito&amp;#8221; por tr&amp;#225;s da viol&amp;#234;ncia apresentada e transformasse o seu &lt;em&gt;Funny Games&lt;/em&gt; numa esp&amp;#233;cie de &lt;em&gt;Jogos Mortais&lt;/em&gt; com menos sangue. Mas, segundo o diretor, o desejo antigo de levar o filme ao grande p&amp;#250;blico dos Estados Unidos, ou seja, aos verdadeiros consumidores da viol&amp;#234;ncia, foi o principal motivo para a realiza&amp;#231;&amp;#227;o da vers&amp;#227;o americana. Porque mesmo que o original se destinasse tamb&amp;#233;m a esse p&amp;#250;blico, o obst&amp;#225;culo da l&amp;#237;ngua fez com que ele passasse apenas no circuito alternativo, nas &amp;#8220;sess&amp;#245;es de arte&amp;#8221;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Exig&amp;#234;ncia aceita, &lt;em&gt;Funny Games U.S.&lt;/em&gt;, como est&amp;#225; sendo chamado, ganhou produ&amp;#231;&amp;#227;o da Warner Independent e conta com Tim Roth, Michael Pitt e Naomi Watts nos pap&amp;#233;is principais. Elenco afiado, como o da vers&amp;#227;o austr&amp;#237;aca, com os excelentes Ulrich M&amp;#252;he e Arno Frisch. At&amp;#233; os demais atores, nos pap&amp;#233;is secund&amp;#225;rios, est&amp;#227;o igualmente bem &amp;#224;s suas fontes. O &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; ainda conta com o mesmo argumento, mesmos di&amp;#225;logos e mesmos planos do original, s&amp;#243; se diferenciando em tr&amp;#234;s desprez&amp;#237;veis detalhes, aqui, escrotamente revelados por mim: 1) ra&amp;#231;a do cachorro da fam&amp;#237;lia feliz, 2) cena do t&amp;#225;-quente-t&amp;#225;-frio sem a piscadinha pra c&amp;#226;mera, 3) comparsa gordinho da dupla brincalhona n&amp;#227;o-gordinho.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="221" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/loquesea.info/SJur4SAj4pI/AAAAAAAAAIc/u5U1vBcXIhE/C%C3%B3pia%20de%20000006%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Michael Pitt, sem a piscadinha, no remake&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;N&amp;#227;o se preocupe com o &lt;em&gt;spoiler&lt;/em&gt;. O que conta mesmo em &lt;em&gt;Viol&amp;#234;ncia Gratuita&lt;/em&gt; &amp;#233; a nossa rea&amp;#231;&amp;#227;o ao que acontece na tela, o objetivo primordial do filme &amp;#233; brincar com os sentimentos do espectador. Tudo nele foi feito pensando nas rea&amp;#231;&amp;#245;es e nos desejos do p&amp;#250;blico. Quando aceitamos, mais uma vez, acompanhar a hist&amp;#243;ria da fam&amp;#237;lia feliz que vai passar as f&amp;#233;rias na casa do lago e &amp;#233; subitamente atacada por dois jovens que gostam de brincar de matar, &amp;#233; natural que simpatizemos com a fam&amp;#237;lia, n&amp;#227;o &amp;#233;? Hanneke sabe disso e decide, ent&amp;#227;o, brincar com a nossa prefer&amp;#234;ncia afetiva nos frustrando cena-a-cena, tornando os &amp;#8216;funny games&amp;#8217; do t&amp;#237;tulo cada vez mais s&amp;#225;dicos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pra piorar a situa&amp;#231;&amp;#227;o, h&amp;#225; diversas cenas em que Arno Frisch (no original) e Michael Pitt (no &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt;) olham para a c&amp;#226;mera e se dirigem a n&amp;#243;s, seja dando uma piscadinha/sorrisinho aterrador ou conversando mesmo, fazendo perguntas como: &amp;#8220;E a&amp;#237;, quer mais sangue agora ou eu espero um pouquinho, meu chapa?&amp;#8221;. Isso faz com que nossa sensa&amp;#231;&amp;#227;o de desconforto aumente ainda mais. N&amp;#227;o s&amp;#243; pelo fato de lembrarmos que somos testemunhas de tudo que acontece al&amp;#237;, mas tamb&amp;#233;m pelo fato de, sem querer, nos aproximarmos dos dois e, como patinhos, entrarmos em seu jogo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Foi o que aconteceu comigo tr&amp;#234;s anos ap&amp;#243;s de ter visto a vers&amp;#227;o austr&amp;#237;aca e &amp;#233; provavelmente o que aconteceu com quem viu pela primeira vez agora a vers&amp;#227;o americana. Mesmo que n&amp;#227;o tenha mais o efeito surpresa do original - lan&amp;#231;ado h&amp;#225; mais de dez anos - &lt;em&gt;Funny Games U.S.&lt;/em&gt; parece provocar ainda a mesma rea&amp;#231;&amp;#227;o de amor e &amp;#243;dio em quem assiste. Por isso, se sua namorada virar a cara e disser que o filme &amp;#233; uma merda ou &lt;a href="http://www.reporterdiario.com.br/blogs/ocorvo/?p=416"&gt;algu&amp;#233;m se levantar no cinema, gritar &amp;#8220;Fascista!&amp;#8221; e ap&amp;#243;s isso abandonar a sala&lt;/a&gt;, n&amp;#227;o se surpreenda. Quando um filme &amp;#233; f&amp;#225;cil de odiar, o problema &amp;#233; com eles, mr. Haneke explica.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2573321642471026826-7053492554118962867?l=cinemalqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemalqs.blogspot.com/feeds/7053492554118962867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2573321642471026826&amp;postID=7053492554118962867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default/7053492554118962867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default/7053492554118962867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemalqs.blogspot.com/2008/08/haneke-e-o-seu-no-to-novo-funny-games.html' title='Haneke e o seu novo Funny Games'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SJur3jzdjOI/AAAAAAAAAIY/djc9yap7i8A/s72-c/funnygames97%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2573321642471026826.post-7782686503467648284</id><published>2008-08-01T10:47:00.001-07:00</published><updated>2008-08-01T10:47:47.295-07:00</updated><title type='text'>As canções de Honoré</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="221" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/loquesea.info/SJNMJowPdGI/AAAAAAAAAIQ/Cxha8wObe88/honore%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Michel Heberton&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nunca fui muito f&amp;#227; de musicais, quer dizer, nunca FUI f&amp;#227;. Tenho respeito pelo &lt;em&gt;Cantando na Chuva&lt;/em&gt;, mas ficar nessas de &amp;#8220;Oh! &lt;em&gt;Moulin Rouge&lt;/em&gt; &amp;#233; fant&amp;#225;stico&amp;#8221;, &amp;#8220;&lt;em&gt;Chicago&lt;/em&gt; &amp;#233; O musical&amp;#8221; &amp;#233; um pouco demais pra mim. Ok! Podem me atirar pedras, mas junto os dois e n&amp;#227;o me faz falta. A m&amp;#250;sica &amp;#233; um elemento important&amp;#237;ssimo na narrativa de um filme, seja incidental ou aquela de uma banda famosa que t&amp;#225; na trilha para que todo mundo cante junto depois. Entretanto, juntar atores com aspira&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; m&amp;#250;sica com uma narrativa, geralmente mela-cueca, n&amp;#227;o d&amp;#225;, at&amp;#233; que... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Christophe Honor&amp;#233;, cineasta franc&amp;#234;s, diretor de filmes como &lt;em&gt;A minha M&amp;#227;e&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Em Paris&lt;/em&gt; - recomendo - fez rever meus conceitos a cerca de musicais quando lan&amp;#231;ou &lt;em&gt;As Can&amp;#231;&amp;#245;es de Amor&lt;/em&gt;. A priori o filme apresenta uma narrativa simples, divida em tr&amp;#234;s atos, mostrando uma Fran&amp;#231;a em tom de cinza, fria e mais chique do que nunca. Mas o romantismo cl&amp;#225;ssico acaba por ai. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Honor&amp;#233; nos leva a conhecer a vida de Ismael Benoliel (Louis Garrel), um jovem franc&amp;#234;s que &amp;#233; apaixonado por Julie (Ludivine Sagnier) e o casal tem um caso com a Alice (Clotilde Hesme). A partir da&amp;#237; as coisas v&amp;#227;o tomando um rumo bem inesperado. &amp;#201; ai em que as can&amp;#231;&amp;#245;es de Honor&amp;#233; fazem todo o sentido. Retratando os anseios, vontades, desejos dos personagens principais as m&amp;#250;sicas soam naturalmente da boca dos atores, nada com dan&amp;#231;inhas ou coisas a l&amp;#225; &lt;em&gt;Grease.&lt;/em&gt; Tudo &amp;#233; espont&amp;#226;neo e se tornam um forte aliado a narrativa. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um dos pontos altos &amp;#233; a entrada de Erwann (Gr&amp;#233;goire Leprince-Ringuet) iniciando um processo de desconstru&amp;#231;&amp;#227;o dos estere&amp;#243;tipos que temos: nossa sexualidade focada apenas em h&amp;#233;tero, gay, bi/outros mostrando que temos, sim, apenas sexualidade. O interesse vem de acordo com cada um. De um final belo, &lt;em&gt;As can&amp;#231;&amp;#245;es de Amor &lt;/em&gt;prova que um musical pode ser interessante, relevante e principalmente atual.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2573321642471026826-7782686503467648284?l=cinemalqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemalqs.blogspot.com/feeds/7782686503467648284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2573321642471026826&amp;postID=7782686503467648284' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default/7782686503467648284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2573321642471026826/posts/default/7782686503467648284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemalqs.blogspot.com/2008/08/as-canes-de-honor.html' title='As canções de Honoré'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/loquesea.info/SJNMJowPdGI/AAAAAAAAAIQ/Cxha8wObe88/s72-c/honore%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
